| Santa Marta |
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Um símbolo de acção decidida e de cuidado hospitaleiro
“Continuando o seu caminho, Jesus entrou numa aldeia. E uma mulher, de nome Marta, recebeu-o em sua casa. Tinha ela uma irmã, chamada Maria, a qual, sentada aos pés do Senhor, escutava a sua palavra. Marta, porém, andava atarefada com muitos serviços; e, aproximando-se, disse: «Senhor, não te preocupa que a minha irmã me deixe sozinha a servir? Diz-lhe, pois, que me venha ajudar.» O Senhor respondeu-lhe: «Marta, Marta, andas inquieta e perturbada com muitas coisas; mas uma só é necessária. Maria escolheu a melhor parte, que não lhe será tirada.»” Os textos deixam perceber que era efectivamente Marta a anfitriã e a dona da casa; que era ela a hospitaleira solícita. Razão bastante para que a tradição viesse a tomar Marta como protótipo da vida activa e encarnação do valor do trabalho, tomando Maria como símbolo da vida contemplativa – duas figuras que afinal não se opõem mas que se completam. O carácter activo e decidido de Marta ficou também atestado pelo facto de ter sido ela a procurar Jesus, quando Lázaro morreu, enquanto Maria ficou em casa (João, 11, 1-45). A Marta se associam, assim, os valores do trabalho, da acção esforçada, da decisão, da solicitude, da hospitalidade, do cuidado. Por estas razões, Marta foi tomada na tradição cristã como padroeira das cozinheiras e das donas de casa. Em muitas das imagens de Marta, esculpidas na pedra ou inscritas nos vitrais das catedrais, ela aparece detentora das chaves de casa e portadora do pão de cada dia. Símbolo e modelo das mulheres de preocupação e acção genuínas, a tradição conta ainda que Marta foi protectora contra as preocupações falsas e as superstições doentias, protectora também do mau-olhado. |
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